quinta-feira, 1 de julho de 2010

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA OS TRABALHADORES DA BRF - CARAMBEÍ/PR



Carambeí – A BRF Brasil Foods, que detém as marcas Batavo e Sadia, divulgou ontem (30), através de nota, resposta ao parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

No parece, é indicada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a fusão entre empresas, ainda que com restrições, sugerindo duas alternativas: a venda ou licenciamento de algumas marcas compreendidas pela BRF.

Entre estas está a Batavo, que tem indústria em Carambeí e a Sadia, em Ponta Grossa. A associação entre Sadia pela Perdigão aconteceu em maio de 2009. As marcas são consideradas uma das mais valiosas do país no setor alimentício, e a fusão criará

uma das maiores exportadoras no país, que inicia com cerca de 42% de suas vendas no mercado externo, o equivalente a mais de R$ 9 bilhões por ano. Com a união de Sadia e Perdigão, a empresa afirma que terá condições de ampliar sua presença como competidor global do mercado de alimentos.

“Estranhamente o relatório da SEAE não considera a condição de grande exportador da BRF”, avalia José Antônio Fay, presidente da BRF.

A holding aguarda a decisão do Conselho e ressalta que o parecer “é uma recomendação, não um julgamento. Vamos contestar fortemente o parecer agora no CADE, órgão a quem cabe julgar a questão”, afirma Fay.O parecer da Secretaria de

Acompanhamento Econômico não tem conteúdo decisório para o Conselho, mas auxilia o julgamento da operação pela entidade, que tem a possibilidade de acatar ou não as alternativas. A nota assinada pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores, Leopoldo Viriato Saboya, afirma que a empresa “se mantém confiante na aprovação da operação pelo Conselho

de Defesa Econômica”.



Competitividade

A Secretaria afirma, no relatório, que a fusão das marcas Perdigão e Sadia cria uma concentração de mercado, já que, nos últimos anos, a Perdigão promoveu uma série de operações aprovadas pela Secretaria de Acompanhamento Econômico “tendo por base a presença da empresa Sadia como rival”. O documento diz ainda que o número de marcas reunidas pelas empresas em alimentos como margarinas, óleos vegetais, congelados e carnes processadas, por exemplo, afeta o mercado “pela operação, superior ao somatório do número de marcas das principais concorrentes”. A holding informa que tem convicção de que “há argumentos técnicos capazes de demonstrar ao Conselho de Defesa Econômica, que a operação é próconcorrencial e reforça a presença e a compe-titividade do Brasil no exterior”. Antes do Conselho emitir sua avaliação, o que deve acontecer em 90 dias, a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça deve dar seu parecer sobre o assunto.

Fonte: Jornal Página Um de Castro – PR edição de quinta – feira 01 de julho de 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário