quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CAMPANHA SALARIAL 2013-2014 DATA BASE NOVEMBRO PARA OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DA JBS/SEARA DE CARAMBEÍ.


Resumindo por conta da não adesão da maioria no processo de greve, a melhor alternativa é fechar o Acordo com os seguintes números finais: 7,89% de reajuste geral, ou seja 2,31 de ganho real; Quinquênio de 2,75% com teto de calculo de R$ 1456,00; Aumento de 17% no Vale Alimentação que passá a ser R$ 145,00 com co-participação de R$ 05,00; Auxilio Escolar para o Dependente R$178,00 (valor do Trabalhador permanece R$ 270,00); 10 horas anuais para acompanhar o dependente em consultas médicas e manutenção das demeais clausulas do Acordo anterior. Agradecemos a todos os trabalhadores e trabalhadoras que durante a campanha salarial participaram ativamente das mobilizações, agradecemos também os Amigos dos sindicatos de Sidrolândia - MS e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e região - SC, com certeza a nossa união é um bom exemplo de sindicalismo combativo e indispensável para a luta contra as injustiças no mundo do trabalho, forte abraço e sabemos SÓ É VENCEDOR QUEM PERMANECE NA LUTA !

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CAMPANHA SALARIAL DOS TRABALHADORES (AS) DA JBS 2013/2014.





Companheiro(a) após muita conversa entre os representantes dos trabalhadores(as) com a JBS, ficou acertada a data da primeira reunião de negociação coletiva unificada, a qual acontecerá no próximo dia 23/10, ás 13:30, na cidade de Nova Veneza – SC. Devido as circunstâncias (confirmação recente, distância e outras mobilizações em andamento) excepcionalmente nesta primeira reunião o SINTAC estará representado apenas pelo Diretor Wagner do Nascimento Rodrigues, sendo assim, a mesa de negociação será composta pelos três sindicatos SINTAC/Carambeí – PR, SINTIACR/Forquilhinha e SINDAVES/Sidrolândia – MS e a empresa JBS. Esperamos que a JBS apresente propostas que leve em consideração tudo àquilo que os trabalhadores(as) vem gerando de riqueza para a empresa. O índice que é usado para corrigir os nossos salários o INPC, ou seja, inflação dos últimos doze meses que está em 5,69%. Veja as nossas principais reivindicações:  - reajuste INPC de 5,69% + 6% de ganho real nos salários, sendo total do pedido 11,69%; piso de R$ 1.051,60; participação de PLR com valor fixo de R$1.000,00; vale mercado de R$200,00; desconto de transporte reduzido para 1%; redução da jornada de trabalho sem redução salarial; aumento para 180 dias da licença maternidade; melhoria no adicional por tempo de serviço; pagamento de hora extra dos dias 31 de cada mês; pagamento; aumento no auxilio escolar para R$ 350,00 entre outros pontos. Lembre-se essa negociação só está sendo possível graças ao empenho e demonstração de união de cada base envolvida no processo, por isso devemos permanecer firmes na luta, afinal SÓ É VENCEDOR QUEM PERMANECE NA LUTA!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

TRABALHADOR TEM BRAÇO AMPUTADO EM ACIDENTE NA EMPRESA FOCAM DE CARAMBEÍ-PR. Escrito por: Wagner do Nascimento Rodrigues Secretário geral do SINTAC e FTIAPR.

Um grave acidente de trabalho causou a amputação do braço do trabalhador Rogério Bueno da Silva, 43 anos. O SINTAC foi informado que o equipamento (rosca de cozimento de penas) estava sem a tampa de proteção e, que a empresa não possui Departamento Segurança do Trabalho, CIPA e o pior não vem dando atenção básica as condições de trabalho, os trabalhadores relataram ainda que o acidente foi causado devido ao tamanho exagerado do uniforme. “Enfrentamos diariamente problemas com o tamanho e as condições dos uniformes disponibilizados pela empresa e o Rogério foi puxado pela manga do jaleco para dentro da máquina que moeu o seu braço e, atingiu sua clavícula e costelas” relatou um funcionário da FOCAM . A empresa FOCAM presta serviço para a BRF de Carambeí e a JBS localizada no município da Lapa-PR e se “auto definiu” como uma empresa ligada ao ramo dos químicos após embates com a entidade SINTAC, o Sindicato legitimo representante dos trabalhadores e trabalhadoras possui discussão jurídica de representatividade tramitando e nunca deixou de prestar assistência aos trabalhadores, porém a empresa passou a se reportar ao Sindicato dos Químicos de Curitiba não cumprindo as Convenções Coletivas de Trabalho do setor de Rações e não garantindo o acesso do SINTAC aos trabalhadores. "Estamos perplexos com a conduta da FOCAM mas não podemos dizer que estamos surpresos, inclusive fomos informados que o atendimento ao acidentado foi realizado pela sensibilidade dos colegas de trabalho, pois a empresa não possui nenhum profissional habilitado e nem veiculo com condições mínimas para prestar o atendimento, estive no posto de saúde que prestou o atendimento ontem, descobri que o trabalhador sofreu dois acidentes anteriores a esse e a empresa se quer emitiu o Comunicado de Acidente de Trabalho e o pior em uma das ocasiões ele se deslocou de bicicleta da empresa até o posto de saúde para procurar o atendimento, A FOCAM trata seus funcionários como escravos e temos o dever de enfiar o dedo nessa ferida” relatou Élio Alves Cardoso – Presidente do SINTAC.
O SINTAC protocolou denuncia com relação a essas questões no Ministério Publico do Trabalho PRT 9ª Região e na Delegacia Regional do Trabalho. “Esperamos que toda atenção seja dada ao caso, esse ano já ocorreram outras tragédias na região como a amputação de braço do trabalhador em abril na BRF de Carambeí e a morte de um trabalhador que caiu em um biodigestor também em abril no Frigorifico Nuzda de Castro, lamentavelmente os órgãos de fiscalização que possuem o poder da caneta se estão fazendo alguma coisa não nos informam, as denuncias estão sendo encaminhas pelo Sindicato e continuaremos buscando os meios para resolver os problemas em nossa base” falou José Valdemir – Secretário de Saúde e Segurança do Trabalho do SINTAC
.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

JBS-FRIBOI ataca trabalhadores que se mobilizam.

JBS-FRIBOI ataca trabalhadores que se mobilizam.
10/09/2013
Após mobilização, oito trabalhadores são demitidos na empresa JBS Aves (Agroveneto) em Nova Veneza em Santa Catarina.
Escrito por: Sílvia Medeiros
Adaptação Wagner do Nascimento Rodrigues – Secretário geral da FTIAPR.
De forma arbitrária, uma das maiores empresas frigorificas do mundo a JBS-Friboi em uma das suas unidades localizada em de Nova Veneza em Santa Catarina demitiu, na tarde do dia 09 de setembro, oito trabalhadores que participaram de uma mobilização no último dia 28 de agosto.  A mobilização envolveu cerca de 90% dos trabalhadores do turno da tarde e foi motivada pelos cortes em atestados médicos e a não aceitação da empresa dos comprovantes de afastamento de saúde. Os trabalhadores ficaram mobilizados até o final do turno e a empresa sinalizou uma negociação, porém, mais de 10 dias depois desta manifestação, a empresa de forma arbitrária e desrespeitando o direito de organização dos trabalhadores, demitiu os funcionários que ajudaram na mobilização. “Nós não vamos aceitar situações como essa, queremos a reintegração imediata dos trabalhadores demitidos”, destacou Renaldo Pereira, Secretário de Finanças da CUT-SC e dirigente do Sindicato dos trabalhadores nas indústrias da Alimentação de Criciúma e região – SINTIACR.
Diversas entidades sindicais encaminharam uma moção de repúdio para a empresa, cobrando o respeito com a classe trabalhadora. Neste dia 11 de setembro o presidente do SINTIACR, estará em Monte Negro - RS (cidade da sede da empresa) em reunião com a direção da empresa JBS Aves, a fim de pedir a reavaliação do caso e reintegração dos trabalhadores.
Destacamos que os sindicatos SINTAC de Carambeí/PR, SINDAVES/MS de Sidrolândia e o SINTIACR de Criciúma/SC conduzem Campanha salarial unificada buscando renovação do Acordo Coletivo com a SEARA recém comprada pelo grupo JBS-Friboi. “Sabemos da política deliberada do grupo JBS-Friboi em atacar os direitos mais elementares dos seus trabalhadores, é lamentável que uma empresa desse porte e que cresce as custas dos recursos via BNDES, ou seja verba pública, não se preocupe em repassar nenhuma contrapartida social tratando os trabalhadores como meros objetos descartáveis, estamos informando os trabalhadores da base do SINTAC aqui em Carambeí e, além de solidários aos companheiros de Santa Catarina sabemos que as coisas também serão mais difíceis quando a JBS assumir definitivamente as plantas da SEARA” frisou Wagner do Nascimento Rodrigues – Secretário geral do SINTAC e FTIAPR.



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Terceirização: Anamatra contesta declarações do ministro do Trabalho que defende a prática na atividade-fim das empresas.



Ampliar a terceirização de forma que seja possível a prática até mesmo na atividade-fim da empresa. Essa é a previsão do Projeto de Lei nº 4330/04, em tramitação na Câmara dos Deputados, e também o entendimento do ministro do Trabalho, Manoel Dias. Em entrevista, Dias defendeu a ampliação da prática para todas as atividades da economia.

Para o presidente da Anamatra, Paulo Luiz Schmidt, as declarações do ministro são preocupantes. “O discurso reforça uma posição de afronta aos princípios do Direito do Trabalho e à própria dignidade do trabalhador, prevista na Constituição Federal. O PL 4.330/04 conduz a nação a um futuro de empresas sem empregados, onde a terceirização vai ocorrer em qualquer etapa da cadeira produtiva”, alerta o magistrado, lembrando que isso contraria a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que proíbe a prática da terceirização na atividade-fim.

Schmidt lembra que as declarações do ministro Manoel Dias vão de encontro às preocupações da própria presidente da República, Dilma Rousseff. Em entrevista, na semana passada, a presidente afirmou que o governo federal é contra qualquer processo que comprometa direitos dos trabalhadores, que impacte a negociação coletiva ou que precarize as relações de trabalho.      

“As declarações do ministro e a própria essência do projeto em discussão são totalmente dissonantes das preocupações da presidente”, alerta Paulo Schmidt. “Não acredito que o PDT, partido de origem do ministro e que tem o trabalhismo de Getúlio Vargas em sua origem, compartilham desse entendimento”, completa o magistrado.    

O presidente da Anamatra lembra que um dos problemas da regulamentação da terceirização nos moldes como vem sendo discutido no Congresso, é a falta de isonomia de salários e de condições de trabalho entre empregado direto e o terceirizado.          

“Basta comparar o nível remuneratório de dois trabalhadores, um empregado direto e um terceirizado na mesma empresa. A diferença é de, no mínimo, um terço. Isso é comprometer direitos e precarizar relações”, alerta Paulo Schmidt. Para o magistrado, isso corrobora para a tese de que o projeto segue uma lógica mercantilista e de estímulo à terceirização de forma irresponsável e sem freios.         

Aumento da prática
Na visão de Paulo Schmidt, a regulamentação da terceirização nos moldes como está sendo proposta na Câmara vai significar o aumento desenfreado dessa forma de contratação.

“O Brasil tem hoje cerca de 43 milhões de pessoas empregadas. Deste total, mais de 11 milhões são trabalhadores terceirizados. Se a lei permitir a terceirização para a atividade-fim, sem isonomia e sem responsabilidade solidária, com subcontratação liberada, posso afirmar que em menos de 10 anos essa proporção vai se inverter.

Perspectivas negativas indicam que, com o texto aprovado, dez milhões dos 32 milhões de empregados diretos migrarão para a terceirização nos próximos cinco anos, o que resultará numa drástica redução da massa salarial no período.    
Não é demais estimar que, em dez anos, o número de terceirizados venha a ultrapassar o de empregados diretos das empresas. Do ponto de vista social, isso é um retrocesso sem precedentes, com aumento drástico da concentração de renda e conseqüente diminuição do fator trabalho na renda nacional”, analisa o presidente.


Fonte: Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, 28.08.2013